(De terça-feira:)
Das fórmulas o fascínio, o mote para uma navegação esta em que é pântano o diálogo de crocodilos e mosquitos que são a adrenalina ou o momento, instalando-se muitos e discretos. A cafeína dilui-se nas veias como um composto qualquer incómodo, ao qual se pigmenta o explorador do chapéu inglês numa queda transversal às golpadas de ombro e face com que a vegetação cumprimenta verde e mística o celofane dessa rede circense que sustenta mal o peso das circunstâncias e consequências. Ora o megafone existe então, num peito químico como a fórmula do fascínio, que inaugurara todo esse mesmo espaço, por espectador os primatas assentes na bancada arbórea e o seu ruído, frutífero entre pontuais raios de um solar e agressivo holofote, algures entrevendo-se a arranhada resistência sobre o bote.
Dá-me um par de estalos, a frase rompante e masoquista que é o tigre que listra adjacente o percurso, ora mais e mais o salto pelo aro de fogo em que arde a rejeição e o espectáculo. Um esvoaçar de aves, uma bala de um canhão, mais um café, e os gritos e o terror quando o denso verde se acastanha espiral e a madeira cede num rugido faminto e o avião que era a narrativa se propaga na descida nebulosa e a aceleração é ora propagação explosiva, reservatórios inflamados num horizonte temeroso ou pós-guerra. A chama, anunciação dissidente do além-mar, distância medieval e monstruosa. Abíssica dentada desfere o felino ainda, insaciável como a vida.
Então, Ele escreve a petróleo no fundo e à tona do mar que proclama a fornalha comum. «Não há lugar para ventos de intersecção no vácuo do texto!» Sopa de letras que se esboça aérea, a distância ilusória dos pára-quedistas estropiados de centelhas nessa chuva apocalíptica.
Ego que colapsa e ricocheteia ante o tecto e solo de si mesmo. Ecoa ou reverbera hoje num curto lapso de percurso, por esta boleia em que o tédio traz ao lar a novidade, e ante este exercício de exposição artística em que o monóculo de apreciá-la é uma distracção nocturna, recai pois como um estilhaço de monóculo uma verdade inesperada por detrás de uma imponderada análise do impacto. Não no espelho de uma qualquer sala mas do outro lado, a própria imagem. Cai súbito sobre a distracção a noção clara como um quadro de museu, que lá dentro da obra que espelha, está algo de igual, perfeitamente igual a mim mesmo. Não igual em como sensações ou expressões se fazem assemelhar, tão pouco igual em uma determinada metade de um todo. Igual em como uma equação faz equivaler duas expressões diferentes da mesma matéria, matéria de um outro planeta indeterminado. Matéria que contém em si um raro ensinamento inexpressável, uma rara síntese e centro de diversos pólos de existência, algo que só quem conhece tão profundamente como ao próprio pode identificar.
Estranhamente esotérica na fotografia, a clareza desta nascente é de uma evidência tão transparente que se estranha. Era essa então a consistência inexplicável do rio, aquela ténue assinatura ou resquício vibratório de sua ondulação era afinal uma familiaridade inconsciente, sensação invulgar e de difícil cifra dada a rareza de tal simetria na passagem distorcida.
Desemboca-se pois num limiar emparedado mas que é também equivalência, e há beleza nisso, não havendo própriamente porto qualquer nisso. Resta só a questão próxima: aonde me leva este um café mais.